25/01/2011


        Gabriel García Márquez é um autor Colombiano nascido em Aracataca em 6 de março de 1927. Além de escritor também trabalhou como editor, jornalista e ativista politico. É um dos nomes mais importantes para a literatura latino-americana, com seus livros que exploram o mundo do realismo mágico (criado por ele mesmo) de maneira nua, crua, com pitadas românticas e por que não dizer, muitas vezes Obscuras?


        "Cem anos de solidão" é o seu romance mais conhecido. Aclamado pela critica e publico como o segundo maior romance de todos os tempos em língua hispânica, ficando atrás apenas de "Dom Quixote", apresenta a historia centenária e fascinante da estirpe dos Buendia, uma família que fundou e vive em uma remota aldeia (não menos fantástica) chamada Macondo. A primeira geração é formada por José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán. É deles que partem as ramificações familiares que fazem de "cem nos de solidão" um épico literário, reconhecido e aclamado pela critica e publico, tanto que foi depois dele que García Márquez foi agraciado com o premio nobel de literatura. Porém, nem só de "solidão" vive o homem que deu vida a Macondo.


        "O amor nos tempos do cólera" é outro reconhecido romance seu. Narra a historia de amor arrebatador de um homem, Florentino Ariza, por uma mulher, Fermina Daza, que ultrapassa mais de cinquenta anos (mais precisamente, 51 anos, nove meses e 4 dias) sem quase nenhum contato, porém cresce mais a cada sopro de vida desperdiçado de Florentino sem sua amada. O amor é um tema corriqueiro nos livros de García Márquez, que admitiu ter se inspirado na historia dos seus pais para dar vida ao romance entre Florentino e Fermina.


        "No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem." Assim tem inicio um dos trabalhos mais recentes de García Márquez. “Memórias de minhas putas tristes" conta a historia de um cronista e critico musical que decide, no seu aniversário de noventa anos, dar um presente a si mesmo e ir para a cama com uma garota virgem. Acontece que ao ver a garota dormindo não tem coragem de acordá-la e acaba se apaixonando por ela. É um romance curto, que em poucas páginas resume a fragilidade do ser humano diante da ação do tempo e do medo do amor.


        Já a historia de "crônica de uma morte anunciada" não gira em torno de um amor não correspondido ou de um mundo fantástico onde habitam ciganos misteriosos. Ao invés disso, nesse romance nos deparamos com a crueldade de um assassinato premeditado, como intuito de honrar o nome de uma irmã desonrada. O assassinos são os gêmeos Pedro e Pablo Vicário. A vitima é Santiago Nasar, que até o ultimo momento mal se dava conta do cruel destino que o aguardava. Ao leitor a historia é apresentada por um narrador onisciente em forma de uma reconstrução jornalística romanceada dos fatos, onde o mistério consiste em descobrir quem desonrou Ângela Vicário, que mente, provavelmente para proteger a real identidade do causador de tão trágicos acontecimentos.


Outras obras do autor:


  • O enterro do diabo: A revoada (La Hojarasca) (1955)
  • Memória dos prazeres
  • Relato de um náufrago
  • A sesta de terça-feira
  • Ninguém escreve ao coronel (1961)
  • Os funerais da mamãe grande
  • Má hora: o veneno da madrugada
  • A última viagem do navio fantasma
  • Entre amigos
  • A incrível e triste história de Cândida Eréndira e sua avó desalmada
  • Um senhor muito velho com umas asas enormes
  • Olhos de cão azul
  • O outono do Patriarca
  • Como contar um conto (1947-1972)
  • Textos do caribe
  • Cheiro de goiaba
  • O verão feliz da senhora Forbes
  • A aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile
  • O general em seu labirinto
  • Doze contos peregrinos (1992)
  • Do amor e outros demônios (1994)
  • Notícia de um sequestro
  • Obra periodística 1: Textos Andinos
  • Obra periodística 3: Da Europa e América
  • Viver para contar
  • Obra Jornalística 5: Crónicas, 1961-1984

2 comentários:

  1. Muito bom. Gabo está entre os meus favoritos.

    =*

    ResponderExcluir
  2. Cem anos de solidão eu amo *--*

    ResponderExcluir